segunda-feira, 7 de junho de 2010

vazio no céu

Eu sempre acreditei no meu Céu. No entanto, dessa vez, ele cobiçou em desabar sob minha cabeça. Tentei segurá-lo com solidez antes de se partir em mil pedaços. Fiquei inerte a tamanho estrago e qualquer justificativa para aquele momento, passava tímida e despercebida ao meu lado.

Sai sem nenhum arranhão. Talvez o peso do meu Céu fosse menor, se comparado com o da culpa que carrego por não ter aguentado firme a sua precipitação. No entanto, me coajo a entender os fatos e aceitar os seus pedaços. Eu sempre acreditei no meu Céu.

Meu Céu, tecido de fuligem, rangia de dor. Tentei juntar os seus cacos e indagar o motivo da sua queda brusca sob meu corpo. Qual mal eu teria lhe causado ou se havia alguma linha de insatisfação entre nós. Lembro-me de olhar, a cada manhã, para cima e desejar-lhe boas vindas ao novo dia. Quantas vezes fui protegida por ele quando me diziam que iria chover. Eu sempre acreditei no meu Céu.

Em meus braços, ele respondeu:

"Esse foi o único jeito de te ter junto a mim".

Naquele instante era meu Céu e eu, acima de nós, um imenso vazio.

domingo, 6 de junho de 2010

eu não me importo

O meu esforço de hoje me causou um desgaste físico significativo. Usei toda a minha força para conseguir qualquer resultado bom em relação as minhas expectativas: me importar um pouco mais com você. Transpirei de tédio. Sentia esse enfado ao sair pelos meus poros e o odor repugnava o meu ser.

Devo-lhe informar que eu não me importo e até tentei mudar o quadro, revirar as circunstâncias, mas perseverança em relação a nós, não é do meu interesse. E se houve empenho, não foi por sua causa, mas porque admiro os meus limites em qualquer ocasião.

Tomo uma ducha e limpo meu corpo. Esvazio meu pote de dúvidas e percebo que melhor tentar achar qualquer fio equilibrando meu afeto por você, é poder usar esse mesmo fio e enforcar a sua esperança.

Mais uma vez: eu não me importo!