domingo, 8 de junho de 2008

trevo da sorte

Como criança levada você passeia em meus pensamentos sem resquício de preocupação. Ao correr para todos os lados, percebo sua insignificância com o passar das horas - apenas o tudo, que é tão pouco, lhe interessa.

Desejei muitas vezes evitar o seu passeio infantil, porém foram somente vontades falsas e fracassadas. Tenho força e, ao mesmo tempo, declino. Coragem e medo na mesma proporção. Prefiro a cor vermelha, mas adoto a amarela.

Por que precisou partir sem me avisar? Ainda existia muito de você em mim, quando desejou outro caminho. Ainda existe muito de você em mim, quando não está mais aqui.

Farei uma aposta somente comigo e, no final, quem ganhará é você. Ao desejar te conter, acabei me descontrolando. Ao meu redor, os objetos se movem sem controle e eu só gostaria de lembrar onde coloquei meu trevo da sorte.

Obrigue-me a gostar do seu gosto e gastar minhas gorjetas, ainda assim, lhe sorrirei em troca. Um pouco de amor e ódio, calor e frio, riso e lágrima em minha vida e um copo da café para a viagem, por favor.

Volto a dormir para lhe encontrar e ao amanhecer procurarei por meu trevo da sorte, boa noite.