No entanto, o desprazer de serrar a carne alheia destruiria a olho nu a forma mais perfeita, aquela que jamais vira em outras ocasiões. Enquanto isso, pensava se a sua boca seria digna de tocar o seu corpo ou o quanto prazer sentiria a sua pele ao ser saboreada por seus lábios.
Um copo de vinho era testemunha da bela ceia e os olhares contínuos eram divididos entre os espelhos e a suculenta carne na bandeja - ambos fascinavam o narcisista. Porém o perfeito banquete terminaria antes mesmo de começar:
És tão narcisista, que não chegaria a sujar sua própria imagem: o canibalismo em sua sociedade é um ato execrável e amoral.
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